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  VALE COMPRA CAMINHÕES GIGANTES POR US$ 100 MILHÕES  
 
Imagine um veículo com altura de um prédio de três andares sobre chassis de quatro Fuscas, dirigido nas ruas de uma mina de extração de minério de ferro, com o dobro de largura de uma estrada normal.

A analogia serve para ilustrar o porte dos 12 caminhões fora de estrada que a Vale está trazendo para operar em Carajás (PA).

Capacitados para transportar 400 toneladas a cada viagem, os veículos vão se juntar a outros dois grandalhões que já estão sendo testados pela mineradora desde o início deste ano em seu polo paraense de mineração.

Os gigantes comporão a frota de caminhões da empresa - hoje com 105 veículos também grandes, cuja capacidade de carga é de 240 toneladas.

"Esse caminhões racionalizam o nosso aumento de produção, trazendo segurança. Estamos buscando alternativas para minimizar a exposição ao risco, que em mina é grande", diz o gerente de operação de mina Luiz Mapa.

Os equipamentos são uma alternativa tecnológica na logística da Vale e são considerados essenciais para suportar a alta no processamento de minério em Carajás - mina com reserva estimada em 7,2 bilhões de toneladas.

A mineradora pretende atingir 240 milhões de toneladas anuais do produto em 2015. "Acredito que o futuro vai ser esse. Precisamos desse tipo de equipamento para suportar as nossas expansões. A produção no sistema norte vai ser de 100 milhões de toneladas neste ano. Em 2014, Carajás vai estar num ritmo quase 2,5 vezes maior que a atual", indica o gerente.

Produtividade maior

A Vale investe US$ 100 milhões para trazer os equipamentos de Newport News, cidade do estado americano da Virginia, onde a subsidiária da alemã Liebherr Mining Equipment produz os foras de estrada.

Os supercaminhões virão em lotes desmontados em navios até o final de 2011. Após o desembarque no Porto de Itaqui, em São Luís, serão transportados por ferrovia até Carajás, onde levarão cerca de um mês para serem montados.

Equipados com faróis de neon, eles devem representar um ganho de produtividade de 15% em dias nublados e à noite.

De acordo com Mapa, não foi necessário fazer alterações na estrutura de Carajás para conduzir os veículos. A Vale apenas reestruturou o posto de abastecimento de combustível, que precisou ser ampliado para comportar os fora de estrada.

Apesar dos testes realizados desde janeiro, quando os caminhões entraram em operação, a Vale ainda não calculou a quantidade de diesel consumida por cada veículo.

Segundo a empresa, a medição não foi possível devido às diferenças de níveis nos três tipos de cavas de extração de Carajás.

Hoje, a frota da mineradora consome 300 mil litros diários de diesel com 3% de biodiesel, produto que em 2020 deve ascender à proporção de 20%.

Outra explicação para a não medição de combustível é o fato de os caminhões terem sido usados para treinar 12 motoristas.

Eles vão pilotar os pesos pesados e, posteriormente, repassar os conhecimentos a outros profissionais da equipe de 600 motoristas de Carajás.

"A base de utilização desse equipamento está centrada no treinamento", diz Mapa.


Fonte: Brasil Econ¶mico/Nivaldo Souza/Site da Secco

Data: 28/07/2010




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